domingo, 25 de setembro de 2011

Ode Marítima

Sentado contente na beira do cais deserto
olhando sozinho para o mar.
Derepente lá do fundo vejo o navio negro chegar,
foram se amontoando homens gritando e gente a esperar.
Eu de um lado só observando quantas memórias de cais,
e do meu lado tão inconsciente sem significações para dar.

Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!
E quando o navio parte
é que se repara um espaço entre o cais e o navio
e uma nevóa negra chegou
Sem ver os primeiros brilhos do sol pela janela
com recordações de outra pessoa que escondi
para ser minha, só minha.

Olho as tatuagens imaginárias que tenho no corpo
daquelas marcas que poderiam estar em mim,
submetido igual a quem mata um cão a pontapés,
Fez este mar de desprezo em mim
para esperar o dia que você voltar.

Mas isto no mar, isto no ma-a-a-ar, isto no MA-A-A-AR!
Eh-eh-eh-eh-eh! Eh--.h-eh-eh-eh-eh-eh! EH-EH-EHEH-EH-EH-EH! No MA-A-A-A-AR!

Parte o pobre vapor, tão humilde vai ele tão natural
lá vai ele deixando o cais onde estou
Vai para Santos? para o Rio? Pra Salvador?
Não faz diferença, ele faz o seu dever.
Assim  faço o meu seguindo a vida
e dando Bom Viagem ao navio que partiu.

Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!
E quando o navio parte
é que se repara um espaço entre o cais e o navio
e uma nevóa negra chegou
Sem ver os primeiros brilhos do sol pela janela
com recordações de outra pessoa que escondi
para ser minha, só minha.

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