O verbo somente é verbo
quando está verbiando.
O ser somente é ser
quando está sendo.
O ser correndo,
É!
Quando parar,
o verbo é...
Eu paro.
Gritos da terra
domingo, 25 de setembro de 2011
Quando acabar
Minuanos no inverno
soprando na minha casa vazia
Marcianos no inferno
esta noite teremos companhia
Retratos na parede sem pregos
guardando as fotos da familia
queimando todo o resto
deixando só a minha poesia
um verbo sopra livre
nas curvas do seu corpo
ficamos sem saida?
eles estão despostos
Recordações de muitas guerras
e a ambição de poucos loucos
A razão foi testemunha
de um crime sem perdao
Eu nao vou salvar tudo sozinho,
eu não vou me defender
não adianta, seus olhos não podem ver
a verdade ainda guia você
Se estou fumando a céu aberto
nao quero que tenha sentido
Nada estava certo
certo que era tudo
tantou passou e passa
mais devagar no sempre
surfando no declinio do ocidente
vou ficando paciente.
Eu nao vou salvar tudo sozinho,
eu não vou me defender
não adianta seus olhos não podem ver
a verdade ainda guia você
soprando na minha casa vazia
Marcianos no inferno
esta noite teremos companhia
Retratos na parede sem pregos
guardando as fotos da familia
queimando todo o resto
deixando só a minha poesia
um verbo sopra livre
nas curvas do seu corpo
ficamos sem saida?
eles estão despostos
Recordações de muitas guerras
e a ambição de poucos loucos
A razão foi testemunha
de um crime sem perdao
Eu nao vou salvar tudo sozinho,
eu não vou me defender
não adianta, seus olhos não podem ver
a verdade ainda guia você
Se estou fumando a céu aberto
nao quero que tenha sentido
Nada estava certo
certo que era tudo
tantou passou e passa
mais devagar no sempre
surfando no declinio do ocidente
vou ficando paciente.
Eu nao vou salvar tudo sozinho,
eu não vou me defender
não adianta seus olhos não podem ver
a verdade ainda guia você
Onde estão as favelas?
Queria um lugar bom para ir:
podia ser para as montanhas, aquelas que escalava quando ainda era criança.
Antes de alcançar o topo
tinha que ver toda a realidade do mundo refletindo no meu rosto,
Os desenhos da televisão me mostraram todo o paraíso,
mas o esgoto sujo no qual as pessoas viviam
essa realidade não estava em nenhum canal.
Estava naquela sobra de terra
Naquele canto sujo
Aonde não moram gente
Apenas um lugar onde não ir.
Mas a montanha ao fundo
sobre ela iria encontrar.
Alguém que fez isso tudo?
talvez, eles sempre moraram lá.
Hoje eu vejo que a escalada não é apenas vontade
não é aquela montanha que as crianças sobem apenas por fantasia,
vejo que os adultos que lá moravam,
apenas sustentavam os vícios da burguesia.
Aquela que quando quis colocou suas casas no lugar
ali não moram pessoas, não mora ninguém
apenas crianças alimentadas de desejos
Desejo de ter alimento
algo pra se sentir satisfeito
tinham que ser realistas
e exigirem o impossível.
Mas a montanha ao fundo
sobre ela iria encontrar.
Alguém que fez isso tudo?
talvez, eles sempre moraram lá.
podia ser para as montanhas, aquelas que escalava quando ainda era criança.
Antes de alcançar o topo
tinha que ver toda a realidade do mundo refletindo no meu rosto,
Os desenhos da televisão me mostraram todo o paraíso,
mas o esgoto sujo no qual as pessoas viviam
essa realidade não estava em nenhum canal.
Estava naquela sobra de terra
Naquele canto sujo
Aonde não moram gente
Apenas um lugar onde não ir.
Mas a montanha ao fundo
sobre ela iria encontrar.
Alguém que fez isso tudo?
talvez, eles sempre moraram lá.
Hoje eu vejo que a escalada não é apenas vontade
não é aquela montanha que as crianças sobem apenas por fantasia,
vejo que os adultos que lá moravam,
apenas sustentavam os vícios da burguesia.
Aquela que quando quis colocou suas casas no lugar
ali não moram pessoas, não mora ninguém
apenas crianças alimentadas de desejos
Desejo de ter alimento
algo pra se sentir satisfeito
tinham que ser realistas
e exigirem o impossível.
Mas a montanha ao fundo
sobre ela iria encontrar.
Alguém que fez isso tudo?
talvez, eles sempre moraram lá.
Ode Marítima
Sentado contente na beira do cais deserto
olhando sozinho para o mar.
Derepente lá do fundo vejo o navio negro chegar,
foram se amontoando homens gritando e gente a esperar.
Eu de um lado só observando quantas memórias de cais,
e do meu lado tão inconsciente sem significações para dar.
Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!
E quando o navio parte
é que se repara um espaço entre o cais e o navio
e uma nevóa negra chegou
Sem ver os primeiros brilhos do sol pela janela
com recordações de outra pessoa que escondi
para ser minha, só minha.
Olho as tatuagens imaginárias que tenho no corpo
daquelas marcas que poderiam estar em mim,
submetido igual a quem mata um cão a pontapés,
Fez este mar de desprezo em mim
para esperar o dia que você voltar.
Mas isto no mar, isto no ma-a-a-ar, isto no MA-A-A-AR!
Eh-eh-eh-eh-eh! Eh--.h-eh-eh-eh-eh-eh! EH-EH-EHEH-EH-EH-EH! No MA-A-A-A-AR!
Parte o pobre vapor, tão humilde vai ele tão natural
lá vai ele deixando o cais onde estou
Vai para Santos? para o Rio? Pra Salvador?
Não faz diferença, ele faz o seu dever.
Assim faço o meu seguindo a vida
e dando Bom Viagem ao navio que partiu.
Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!
E quando o navio parte
é que se repara um espaço entre o cais e o navio
e uma nevóa negra chegou
Sem ver os primeiros brilhos do sol pela janela
com recordações de outra pessoa que escondi
para ser minha, só minha.
olhando sozinho para o mar.
Derepente lá do fundo vejo o navio negro chegar,
foram se amontoando homens gritando e gente a esperar.
Eu de um lado só observando quantas memórias de cais,
e do meu lado tão inconsciente sem significações para dar.
Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!
E quando o navio parte
é que se repara um espaço entre o cais e o navio
e uma nevóa negra chegou
Sem ver os primeiros brilhos do sol pela janela
com recordações de outra pessoa que escondi
para ser minha, só minha.
Olho as tatuagens imaginárias que tenho no corpo
daquelas marcas que poderiam estar em mim,
submetido igual a quem mata um cão a pontapés,
Fez este mar de desprezo em mim
para esperar o dia que você voltar.
Mas isto no mar, isto no ma-a-a-ar, isto no MA-A-A-AR!
Eh-eh-eh-eh-eh! Eh--.h-eh-eh-eh-eh-eh! EH-EH-EHEH-EH-EH-EH! No MA-A-A-A-AR!
Parte o pobre vapor, tão humilde vai ele tão natural
lá vai ele deixando o cais onde estou
Vai para Santos? para o Rio? Pra Salvador?
Não faz diferença, ele faz o seu dever.
Assim faço o meu seguindo a vida
e dando Bom Viagem ao navio que partiu.
Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!
E quando o navio parte
é que se repara um espaço entre o cais e o navio
e uma nevóa negra chegou
Sem ver os primeiros brilhos do sol pela janela
com recordações de outra pessoa que escondi
para ser minha, só minha.
Gritos Morais
Desespero é a nova lei de justiça,
a nossa justiça não existe mais
desespero é a nova lei de justiça
além de injustiça há sede demais.
É o começo de um novo fim
para o nosso fim é cedo demais
é sempre o início de novos valores
com sangues nos olhos, modelos morais
Com o peito inflamado professam verdades,
tolas vaidades de meros mortais.
entre tantas pessoas as mesmas vontades
que muros e grades escondem atrás.
Desespero é a nova lei de justiça,
a nossa justiça não existe mais
desespero é a nova lei de justiça
além de injustiça há sede demais.
São novos valores são novos os atores
a mesma estória humano demais.
Qual é o vício da verdade?
repetir as verdades de erros atrás?
Desespero é a nova lei de justiça,
a nossa justiça não existe mais
desespero é a nova lei de justiça
além de injustiça há sede demais.
a nossa justiça não existe mais
desespero é a nova lei de justiça
além de injustiça há sede demais.
É o começo de um novo fim
para o nosso fim é cedo demais
é sempre o início de novos valores
com sangues nos olhos, modelos morais
Com o peito inflamado professam verdades,
tolas vaidades de meros mortais.
entre tantas pessoas as mesmas vontades
que muros e grades escondem atrás.
Desespero é a nova lei de justiça,
a nossa justiça não existe mais
desespero é a nova lei de justiça
além de injustiça há sede demais.
São novos valores são novos os atores
a mesma estória humano demais.
Qual é o vício da verdade?
repetir as verdades de erros atrás?
Desespero é a nova lei de justiça,
a nossa justiça não existe mais
desespero é a nova lei de justiça
além de injustiça há sede demais.
Chão Sul americano
Vou acordar mais cedo
pra te ver chegar de preto
pois andei o mundo inteiro
e tenho muito a te contar.
Meu irmão me contou
ficar em São Paulo é um terror
Eu vou pra terra do rei Bob
onde tudo é paz e amor.
Peguei o primeiro Pluma
com destino a Buenos Aires
desci perto da casa rosada
pra ver o céu dançar tango.
Escalar os Andes é uma loucura
pra tomar vinho lendo Neruda
de longe apenas o pacífico
assim que Santiago me recepcionou.
La Pa está perdida
entre tiros e feridas
lagos e cocaína
assim que a bolívia se acabou.
Entre tantos morros e neblinas
a estrada não tinha saída
mas fui a pé até Lima
pra ver o sol se pôr em Machu Pichu
Encontrei um velho de guerra
que me deu carona em sua motocicleta
Como um libertador da América
a estrela pra Cuba voltou
Peguei o taxi mais barato
pra chegar em casa rápido
mas do chão sul americano
foi só a saudade que ficou.
Vou acordar mais cedo
pra te ver chegar de preto
pois andei o mundo inteiro
e tenho muito a te contar.
Meu irmão me contou
ficar em São Paulo é um terror
Eu vou pra terra do rei Bob
onde tudo é paz e amor.
pra te ver chegar de preto
pois andei o mundo inteiro
e tenho muito a te contar.
Meu irmão me contou
ficar em São Paulo é um terror
Eu vou pra terra do rei Bob
onde tudo é paz e amor.
Peguei o primeiro Pluma
com destino a Buenos Aires
desci perto da casa rosada
pra ver o céu dançar tango.
Escalar os Andes é uma loucura
pra tomar vinho lendo Neruda
de longe apenas o pacífico
assim que Santiago me recepcionou.
La Pa está perdida
entre tiros e feridas
lagos e cocaína
assim que a bolívia se acabou.
Entre tantos morros e neblinas
a estrada não tinha saída
mas fui a pé até Lima
pra ver o sol se pôr em Machu Pichu
Encontrei um velho de guerra
que me deu carona em sua motocicleta
Como um libertador da América
a estrela pra Cuba voltou
Peguei o taxi mais barato
pra chegar em casa rápido
mas do chão sul americano
foi só a saudade que ficou.
Vou acordar mais cedo
pra te ver chegar de preto
pois andei o mundo inteiro
e tenho muito a te contar.
Meu irmão me contou
ficar em São Paulo é um terror
Eu vou pra terra do rei Bob
onde tudo é paz e amor.
o inferno sou eu
Subir? posso subir
muito alto se eu quiser.
Bondade, honestidade
e não se esqueçam,
isto vem a priori
Sinceridade.
Precisa ser sincero
mas todo gosto de subida
é morbidamente dura.
Dura muito tempo,
não se quebra de maneira nenhuma.
Dura, muito dura a vida
A subida é sempre
cheia de verdades.
-Vamos, vamos subir
há muito mais que se possa
querer lá em cima.
Isto é o que dizem pra você.
Não se traduz
como apenas uma verdade
lá perto do céu
é onde possa estar.
Estar? Ser?
O que encontrarei lá?
Oh! Isto não é verdade
E como uma agulha
que acaba de explodir uma bala
Eu me lanço.
O marinheiro me espera
no cais.
No cais, não há verdades.
Na verdade não há
o que dizer?
Não direi mais
A sinceridade é a priori
E como um salto
"verdadeiramente" insano
me atiro, me jogo
despenco-me do alto.
Neste lugar onde
primeiro me colocaram
e vou entrar
de cabeça nessa piscina
de infernos torrentes.
Onde Sartre sabe
que o verdadeiro são eles,
eu sou gotas de inferno
vou me molhar neste fogo solitário.
Não terei medo da minha
Bondade e sinceridade
é com elas e o fogo de Heráclito
que irei montar minha fortaleza.
Inferno! Oh estou no inferno.
Juro, Graças a Deus estou longe das bestas.
Lucas Almeida
muito alto se eu quiser.
Bondade, honestidade
e não se esqueçam,
isto vem a priori
Sinceridade.
Precisa ser sincero
mas todo gosto de subida
é morbidamente dura.
Dura muito tempo,
não se quebra de maneira nenhuma.
Dura, muito dura a vida
A subida é sempre
cheia de verdades.
-Vamos, vamos subir
há muito mais que se possa
querer lá em cima.
Isto é o que dizem pra você.
Não se traduz
como apenas uma verdade
lá perto do céu
é onde possa estar.
Estar? Ser?
O que encontrarei lá?
Oh! Isto não é verdade
E como uma agulha
que acaba de explodir uma bala
Eu me lanço.
O marinheiro me espera
no cais.
No cais, não há verdades.
Na verdade não há
o que dizer?
Não direi mais
A sinceridade é a priori
E como um salto
"verdadeiramente" insano
me atiro, me jogo
despenco-me do alto.
Neste lugar onde
primeiro me colocaram
e vou entrar
de cabeça nessa piscina
de infernos torrentes.
Onde Sartre sabe
que o verdadeiro são eles,
eu sou gotas de inferno
vou me molhar neste fogo solitário.
Não terei medo da minha
Bondade e sinceridade
é com elas e o fogo de Heráclito
que irei montar minha fortaleza.
Inferno! Oh estou no inferno.
Juro, Graças a Deus estou longe das bestas.
Lucas Almeida
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